O sermão da Montanha - questões introdutórias

O sermão da montanha – questões introdutórias

Publicado em O Sermão da Montanha no dia 17 de setembro de 2015

Sermão da Montanha

Antes de entrarmos diretamente no sermão da montanha é preciso considerar algumas coisas. E certas perguntas podem nos ajudar nesse projeto.

Por que devemos estudar o sermão da montanha? Ele se trata de regras da vida? Ele se trata de um manual de ética e moral?

A quem o sermão da montanha foi dirigido? A todo  mundo? Apenas às pessoas daquela época? Ou ao grupo dos discípulos do Cristo?

Qual é o objetivo do sermão do monte? Compreender a lei? Formar uma sociedade moralmente evoluída?

Se todos aqueles que colocarem em prática os preceitos do sermão do monte, a sociedade vai se tornar o reino dos céus em razão do seu teor ético?

A primeira coisa que nós podemos dizer é que o sermão da montanha é a realização, na prática, do mandamento de Jesus sobre o amor. Isto é, se houver alguma dúvida sobre como amar da maneira como Jesus ordenou, basta executar as instruções que estão ali descritas.

Mas atenção, antes de continuarmos é necessário analisarmos o início do sermão da montanha para compreendermos melhor a sua aplicação. O versículo que inaugura os mandamentos do sermão do Monte diz:

Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. (Mateus 5:3)

Podemos notar que esse texto começa com uma distinção de público e de lugar. O público é classificado como “os pobres de espírito” e o lugar para o qual os mandamentos apontam é o “Reino dos Céus”. Além disso, o verso 1  também destaca que Jesus ensina aos seus discípulos (aqueles que se aproximaram para ouvi-lo).

Partindo-se deste princípio, não podemos obrigar a ninguém viver sob os mandamentos do sermão da montanha, pois esses mandamentos foram dados para os discípulos de Jesus, isto é, todos aqueles que já se aproximaram dele e o conhecem.

Além disso, o reino dos céus é fundamentado no amor e não na força ética ou moral. Por isso, uma vez que nós já conhecemos a Jesus e somos os seus discípulos, devemos viver sob as normas do Sermão do Monte. Assim, exigir que aqueles que ainda não conhecem a Jesus vivam de acordo com o sermão do monte para serem considerados cristãos é impossível, já que a conversão é uma obra do Espírito Santo.

Da mesma maneira, o reino dos céus é uma realidade espiritual, e não um sistema político de leis que servem para forçar determinado comportamento social. Conquanto os mandamentos contidos no sermão do monte sejam proveitosos e benéficos para a sociedade, não há como obrigar quem ainda não foi convertido a viver da maneira como Jesus ordena neste texto. Apenas o Espírito Santo pode ajudar o discípulo de Jesus a viver dessa maneira.

Por ser uma realidade espiritual, o Reino dos Céus não será consolidado pela execução dos mandamentos do sermão da montanha. Os discípulos de Jesus, ao viver de acordo com o sermão da montanha, apontam para a realidade do Reino dos céus que já está entre nós, mas ainda não consolidado. Ele  será plenamente estabelecido apenas pela ação de Deus e não pela ação humana.

Além do mais, a vida do discípulo sob os padrões do sermão do monte se tornará um ótimo método de evangelismo, pois ele não precisará convencer a ninguém sobre a validade da fé cristã, uma vez que as boas obras realizadas por ele apontarão diretamente para a glória de Deus. (Mateus 5:16)

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