05 – A ascensão do sacerdote no pós exílio na literatura profética: As visões de Zacarias

sacerdote no pós exílio

5. A ascensão do sacerdote no pós exílio na literatura profética: As visões de Zacarias

A importância do sacerdote no pós exílio é bastante destacada na literatura profética, e aqui vamos analisar o que o profeta Zacarias disse sobre a mudança do seu papel durante a restauração da sociedade judaica nesta época. Zacarias, em sua quarta visão (Zc. 3) menciona o servo de Javé, também chamado de Renovo, que parece referir-se a Zorobabel, conforme indica o profeta Ageu, contemporâneo de Zacarias (Ag. 2:23) (DOCKERY, 2001, p. 531).

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04 – O sacerdote no pós exílio

sacerdotes no pós-exílio

4. O sacerdote no período pós-exílico

Na reorganização da sociedade judaica, a figura do sacerdote no pós-exílio, como vimos, ganha importância religiosa e política. Portanto era necessário organizar este ofício de forma a atender às novas demandas que surgiam. Vaux nos alerta quanto ao uso da expressão “sumo sacerdote”, e nos diz que este termo foi empregado muito raramente antes do exílio, mas, tempos após o retorno babilônico seu uso se tornou mais comum (VAUX, 2004, p. 435).

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03 – O restabelecimento e ascensão do sacerdócio

sacerdotes no período pós-exílico

3. O restabelecimento e ascensão do sacerdócio

Antes do cativeiro babilônico, o serviço sacerdotal no período monárquico ficou nas mãos de Zadoque e seus descendentes, conforme nos diz Vaux (VAUX, 2004, p. 411). Inclusive Ezequiel os chama de “filhos de Zadoque”, de acordo com Vaux (VAUX, 2004, p. 423). Esta informação é importante, pois este parece ser o ideal do cronista ao registrar o restabelecimento dos sacerdotes no período pós-exílico (VAUX, 2004, p. 410).

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02 – A crise teológica na religião judaica

sacerdotes no período pós-exílico

02 – A crise teológica na religião judaica

Após a conquista babilônica de Judá, e a já citada destruição de Jerusalém, uma crise teológica instaurou-se entre os judeus. Tratava-se da promessa do reinado eterno de Davi sobre Jerusalém e a escolha de Javé como sua morada eterna (BRIGHT, 2010, p. 416). Outro fator que solidificou a crise teológica judaica foi o assassinato do sacerdote chefe e o segundo sacerdote, além dos oficiais do Templo de Jerusalém. Este ocorrido está registrado em 2 Rs. 25:18-21 e repetido em Jr. 52:24-27 (VAUX,2004, p. 425).

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01 – Introdução

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1. Introdução

A devastação de Jerusalém em 586 a.C. pelos babilônios, marcou profundamente o povo hebreu. Jamais a nação de Israel seria a mesma. Com a destruição do Templo, e a deportação de parte da população israelita para a Babilônia, cessou-se a existência do Estado monárquico de Israel e consequentemente o modelo cúltico adotado no período monárquico. Este culto não estava restrito apenas aos eventos culturais, mas abrangia também a vida estatal da nação de Israel. O culto, centralizado no templo de Jerusalém, servia como ponto unificador do povo e sua comunhão com Javé, o Deus dos hebreus (FOHRER, 2008, p. 255).

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