Alexandre Milhoranza Teologia com qualidade e vida | Estudos teológicos no Antigo Testamento e Novo Testamento

04 – O sacerdote no pós exílio

Publicado em Os sacerdotes hebreus: do caos ao poder no dia 9 de outubro de 2012

sacerdotes no pós-exílio

4. O sacerdote no período pós-exílico

Na reorganização da sociedade judaica, a figura do sacerdote no pós-exílio, como vimos, ganha importância religiosa e política. Portanto era necessário organizar este ofício de forma a atender às novas demandas que surgiam. Vaux nos alerta quanto ao uso da expressão “sumo sacerdote”, e nos diz que este termo foi empregado muito raramente antes do exílio, mas, tempos após o retorno babilônico seu uso se tornou mais comum (VAUX, 2004, p. 435).

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03 – O restabelecimento e ascensão do sacerdócio

Publicado em Os sacerdotes hebreus: do caos ao poder no dia 8 de outubro de 2012

sacerdotes no período pós-exílico

3. O restabelecimento e ascensão do sacerdócio

Antes do cativeiro babilônico, o serviço sacerdotal no período monárquico ficou nas mãos de Zadoque e seus descendentes, conforme nos diz Vaux (VAUX, 2004, p. 411). Inclusive Ezequiel os chama de “filhos de Zadoque”, de acordo com Vaux (VAUX, 2004, p. 423). Esta informação é importante, pois este parece ser o ideal do cronista ao registrar o restabelecimento dos sacerdotes no período pós-exílico (VAUX, 2004, p. 410).

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020 – Cantares – O amor está no ar

Publicado em Introdução ao Antigo Testamento no dia 3 de outubro de 2012

Cântico dos cânticos

Introdução ao Livro de Cântico dos Cânticos – O amor está no ar

O nome do livro vem da tradução para o latim, a Vulgata. Este livro foi colocado entre os livros de sabedoria pois contém, implicitamente, instruções acerca do relacionamento sexual correto entre homem e mulher . No judaísmo posteiro era lido na páscoa em virtude da alegorização do amor divino por Israel.

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02 – A crise teológica na religião judaica

Publicado em Os sacerdotes hebreus: do caos ao poder no dia 2 de outubro de 2012

sacerdotes no período pós-exílico

02 – A crise teológica na religião judaica

Após a conquista babilônica de Judá, e a já citada destruição de Jerusalém, uma crise teológica instaurou-se entre os judeus. Tratava-se da promessa do reinado eterno de Davi sobre Jerusalém e a escolha de Javé como sua morada eterna (BRIGHT, 2010, p. 416). Outro fator que solidificou a crise teológica judaica foi o assassinato do sacerdote chefe e o segundo sacerdote, além dos oficiais do Templo de Jerusalém. Este ocorrido está registrado em 2 Rs. 25:18-21 e repetido em Jr. 52:24-27 (VAUX,2004, p. 425).

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01 – Introdução

Publicado em Os sacerdotes hebreus: do caos ao poder no dia 25 de setembro de 2012

sacerdotes no período pós-exílico

1. Introdução

A devastação de Jerusalém em 586 a.C. pelos babilônios, marcou profundamente o povo hebreu. Jamais a nação de Israel seria a mesma. Com a destruição do Templo, e a deportação de parte da população israelita para a Babilônia, cessou-se a existência do Estado monárquico de Israel e consequentemente o modelo cúltico adotado no período monárquico. Este culto não estava restrito apenas aos eventos culturais, mas abrangia também a vida estatal da nação de Israel. O culto, centralizado no templo de Jerusalém, servia como ponto unificador do povo e sua comunhão com Javé, o Deus dos hebreus (FOHRER, 2008, p. 255).

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019 – Eclesiastes – Não tá fácil pra ninguém

Publicado em Introdução ao Antigo Testamento no dia 21 de setembro de 2012

Eclesiastes

Introdução ao Livro de Eclesiastes – Não tá fácil pra ninguém

O livro de Eclesiastes, tal como Jó, recusa-se a dar respostas fáceis às questões difíceis da vida. Tal é o pessimismo em suas páginas que muitos estudiosos questionam a ortodoxia do autor e até mesmo a canonicidade do livro.

O nome Eclesiastes vem da tradução para o grego do nome hebraico que consta no primeiro verso do livro: קֹהֶ֣לֶת (qōheleṯ). O nome qōheleṯ vem da raiz da palavra qahal que significa “aquele que convoca uma assembleia” provavelmente com o intuito de pregar para ela, daí algumas traduções deste livro para “O Pregador”.

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018 – Provérbios – A aliança aplicada no cotidiano

Publicado em Introdução ao Antigo Testamento no dia 13 de setembro de 2012

Provérbios

Introdução ao Livro de Provérbios – A aliança aplicada no cotidiano

O povo hebreu era regido pelo código da Aliança. Embora o livro de Provérbios não cite claramente este tema, isso fica evidente na maneira como o autor aplica os fundamentos da fé em uma grande variedade de situações do dia a dia do israelita. O livro de Provérbios se aplica como um comentário estendido das leis as aliança, cuja ênfase era o amor (Lv. 19:18; Dt. 6:5).

A lei da aliança exigia obediência irrestrita aos seus termos, e Provérbios chama esta obediência de “o temor do Senhor” (Pv. 1:7; 2:5; 9:10). O livro de Provérbios destaca a reverência, a gratidão e o compromisso com Javé nas atitudes corriqueiras do povo hebreu.

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017 – Salmos – Canta Israel

Publicado em Introdução ao Antigo Testamento no dia 21 de agosto de 2012

Salmos

Introdução ao Livro dos Salmos – Canta Israel

Salmos é um dos livros mais apreciados pelos cristãos. Quem nunca encontrou conforto e consolo em tempos de necessidade em suas páginas? Porém, sua autoria, teologia, interpretação e aplicação são temas que geram muitos debates que o tornam um dos livros mais complexos do cânon.

Com relação à sua composição temos que distinguir dois aspectos:

  • a autoria de um Salmo específico
  • a composição do livro todo

Alguns Salmos parecem ser datados do segundo milênio  a.C. enquanto outros foram produzidos no período pós-exílico. Porém, a composição do livro de modo completo ocorreu apenas no período pós-exílico, isto é, após o ano 539 a.C.

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016 – Jó – Haja paciência

Publicado em Introdução ao Antigo Testamento no dia 10 de agosto de 2012

Jó

Introdução ao Livro de Jó – Haja paciência.

O livro de Jó, traduz para a vida prática uma das mais antigas perguntas filosóficas da humanidade: Por que sofremos? A busca racional pela compreensão do sofrimento na vida do ser humano não sofreu modificações nos últimos 5 mil anos e, além disso, tem sido um dos pilares sobre os quais os teólogos desenvolvem seus pensamentos.

O livro de Jó modifica a visão que temos da soberania divina, da arrogância humana quando não sabe o quadro completo da situação e da perspectiva bíblica do sofrimento.

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015 – Literatura poética e sapiencial hebraica

Publicado em Introdução ao Antigo Testamento no dia 20 de julho de 2012

Literatura Poética

Introdução à literatura poética e sapiencial hebraica

Determinar a forma poética na literatura hebraica não é uma tarefa simples. Ao contrário da poesia da língua portuguesa, caracterizada pelas rimas, separação em versos, pontuação própria e linguagem metafórica, a poesia hebraica não tem pontuação, métrica ou ritmo que a distinga da prosa.

Ainda hoje há muita pesquisa em torno das características literárias da poesia hebraica, portanto podemos esperar novidades sobre os métodos de interpretação deste gênero literário que ocupa grande parte das páginas da Bíblia.

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