25 – Ezequiel – O teste dos limites teológicos

Ezequiel
Ezequiel

Introdução ao Livro de Ezequiel –  O teste dos limites teológicos

Ezequiel era sacerdote e pertencia à família sacerdotal da linhagem de Zadoque, e foi um dos que foram levados prisioneiros na primeira deportação babilônica em 597 a.C. Seu nome significa “Deus fortalece”, aliás, bem apropriado para o momento que os hebreus estavam vivendo. Sua profecia, por ser um subproduto da primeira parte do cativeiro, se diferencia do profetismo clássico pré-exílio.

O pensamento corrente em Israel é que Javé estava restrito à Palestina e ao Templo de Jerusalém. No exílio esta ideia foi posta em xeque, pois os judeus aprenderam que Javé poderia ser adorado fora dos limites da Terra Prometida.

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24 – Lamentações de Jeremias – Chora Israel

Lamentações de Jeremias
Lamentações de Jeremias

Introdução ao Livro Lamentações de Jeremias – Chora Israel

O nome Lamentações vem da tradução da Bíblia para o latim: a Vulgata. O título hebraico é ‘ekah, derivado das primeiras palavras dos capítulos 1, 2 e 4. Este termo era usado nas canções fúnebres e significa “como”. Podemos verificar seu uso em 2 Sm. 1:19, quando Davi chora a morte de Jônatas dizendo: “Como caíram os guerreiros!”

O livro está em forma poética, organizado em um acróstico alfabético. Os cinco capítulos equivalem aos cinco poemas.

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23 – Jeremias – A ameaça vem do Norte

Introdução ao livro de Jeremias

Introdução ao Livro de Jeremias –  A ameaça vem do Norte

 

A produção literária do profeta Jeremias é que mais ocupa volume no Antigo Testamento. Durante quarenta anos ele proclamou os oráculos de Javé no momento mais terrível da história de Israel. O exílio babilônico estava às portas e Jeremias se sentiu muito pressionado pela responsabilidade que era ser a última chance de arrependimento do povo judeu.

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22 – Isaías – Entra governo, sai governo e Deus permanece soberano

Introdução Isaías

Introdução ao Livro de Isaías –  Entra governo, sai governo e Deus permanece soberano

O livro de Isaías recebe o nome de seu autor, que é a transliteração do hebraico Yesha`-Yahu, que significa Javé salva. Seu valor para o cristianismo é muito grande, pois o Novo Testamento faz mais de 400 citações de seu conteúdo. Sua mensagem foi a principal voz profética de denúncia na segunda metade do século VIII a.C. (740 – 700).

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21 – A literatura profética

Literatura Profética

Introdução à literatura profética

Antes de estudarmos a profecia, ou a literatura profética, devemos entender quem era o profeta e qual era sua função. Na antiguidade, de forma geral, o profeta era o representante oficial de Deus e, tal qual um embaixador de determinado país, que não possui mensagem própria, mas apenas transmite a mensagem do presidente, o profeta também não era dono de sua pregação, pois era o porta-voz de Deus. Em Êxodo 7:1 temos uma rara exceção, quando Arão é mencionado como profeta de Moisés e não diretamente de Deus.

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020 – Cantares – O amor está no ar

Cântico dos cânticos

Introdução ao Livro de Cântico dos Cânticos – O amor está no ar

O nome do livro vem da tradução para o latim, a Vulgata. Este livro foi colocado entre os livros de sabedoria pois contém, implicitamente, instruções acerca do relacionamento sexual correto entre homem e mulher . No judaísmo posteiro era lido na páscoa em virtude da alegorização do amor divino por Israel.

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019 – Eclesiastes – Não tá fácil pra ninguém

Eclesiastes

Introdução ao Livro de Eclesiastes – Não tá fácil pra ninguém

O livro de Eclesiastes, tal como Jó, recusa-se a dar respostas fáceis às questões difíceis da vida. Tal é o pessimismo em suas páginas que muitos estudiosos questionam a ortodoxia do autor e até mesmo a canonicidade do livro.

O nome Eclesiastes vem da tradução para o grego do nome hebraico que consta no primeiro verso do livro: קֹהֶ֣לֶת (qōheleṯ). O nome qōheleṯ vem da raiz da palavra qahal que significa “aquele que convoca uma assembleia” provavelmente com o intuito de pregar para ela, daí algumas traduções deste livro para “O Pregador”.

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018 – Provérbios – A aliança aplicada no cotidiano

Provérbios

Introdução ao Livro de Provérbios – A aliança aplicada no cotidiano

O povo hebreu era regido pelo código da Aliança. Embora o livro de Provérbios não cite claramente este tema, isso fica evidente na maneira como o autor aplica os fundamentos da fé em uma grande variedade de situações do dia a dia do israelita. O livro de Provérbios se aplica como um comentário estendido das leis as aliança, cuja ênfase era o amor (Lv. 19:18; Dt. 6:5).

A lei da aliança exigia obediência irrestrita aos seus termos, e Provérbios chama esta obediência de “o temor do Senhor” (Pv. 1:7; 2:5; 9:10). O livro de Provérbios destaca a reverência, a gratidão e o compromisso com Javé nas atitudes corriqueiras do povo hebreu.

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017 – Salmos – Canta Israel

Salmos

Introdução ao Livro dos Salmos – Canta Israel

Salmos é um dos livros mais apreciados pelos cristãos. Quem nunca encontrou conforto e consolo em tempos de necessidade em suas páginas? Porém, sua autoria, teologia, interpretação e aplicação são temas que geram muitos debates que o tornam um dos livros mais complexos do cânon.

Com relação à sua composição temos que distinguir dois aspectos:

  • a autoria de um Salmo específico
  • a composição do livro todo

Alguns Salmos parecem ser datados do segundo milênio  a.C. enquanto outros foram produzidos no período pós-exílico. Porém, a composição do livro de modo completo ocorreu apenas no período pós-exílico, isto é, após o ano 539 a.C.

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016 – Jó – Haja paciência

Jó

Introdução ao Livro de Jó – Haja paciência.

O livro de Jó, traduz para a vida prática uma das mais antigas perguntas filosóficas da humanidade: Por que sofremos? A busca racional pela compreensão do sofrimento na vida do ser humano não sofreu modificações nos últimos 5 mil anos e, além disso, tem sido um dos pilares sobre os quais os teólogos desenvolvem seus pensamentos.

O livro de Jó modifica a visão que temos da soberania divina, da arrogância humana quando não sabe o quadro completo da situação e da perspectiva bíblica do sofrimento.

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